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Artigo

“Passus Saudáveis” para combater a doença arterial periférica

Numa atividade que decorreu no dia 29 de julho, investigadores do CIDESD - Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano e do INESC TEC, testaram uma aplicação que auxilia na monitorização do exercício físico, no âmbito do programa "Passus Saudáveis na Doença Arterial Periférica".

25 setembro 2017

Esta iniciativa foi desenvolvida no âmbito do projeto NanoSTIMA: Macro-to-Nano Human Sensing: Towards Integrated Multimodal Health Monitoring and Analytics, um projeto promovido pelo INESC TEC, em parceria com o CIDESD, o CINTESIS (Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde) e o IT (Instituto de Telecomunicações), que antecipa a disponibilização de sensores vestíveis, ou mesmo implantáveis, de dimensões cada vez mais reduzidas (nano). Pretende-se assim passar do atual paradigma de cuidados de saúde (onde a cirurgia é o expoente máximo) para uma medicina preventiva e exercício físico terapêutico, onde se atua o mais cedo possível, por forma a melhor gerir o bem-estar e problemas de saúde da população.

Durante cerca de 40 minutos, os participantes caminharam ao longo dos trilhos do Parque Corgo, em Vila Real, para testar uma aplicação que permite, através de registo contínuo, monitorizar o nível da dor, a perceção do esforço, o número de passos, entre outros dados.

Catarina Abrantes, investigadora do CIDESD e coordenadora do programa "Passus Saudáveis na Doença Arterial Periférica", explica que o objetivo foi «testar uma aplicação customizada para este programa num ambiente real». Nesse sentido, «os participantes foram convidados para realizar a atividade no Parque e foram sempre acompanhados por técnicos que auxiliaram em todo o processo». O desenvolvimento da aplicação está ao cargo de Hugo Paredes, investigador do INESC TEC.

O projeto NanoSTIMA reflete a visão de médio a longo prazo do consórcio relativamente aos desafios que vão surgir ao nível da análise de dados captados com sensores. Organizado em cinco linhas de investigação (novas tecnologias sensoras, dados do paciente, registo eletrónico de saúde seguro, análise de dados e decisão e finalmente extração de conhecimento), coloca o enfoque no desenvolvimento de competências científicas entre os seus parceiros, para que seja possível enfrentar as dificuldades que esta revolução irá impor no futuro ao setor da saúde.

Com mais de 120 investigadores, o CIDESD resulta de um consórcio de 10 instituições nacionais de Ensino Superior: Instituto Politécnico de Bragança, Escola Superior de Desporto de Rio Maior – Instituto Politécnico de Santarém, Universidade da Beira Interior, Instituto Universitário da Maia, Universidade da Madeira, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Instituto Politécnico de Viseu, Universidade de Évora, Instituto Politécnico de Viana do Castelo e Instituto Politécnico da Guarda.