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Artigo

INESC TEC em projeto europeu para medir concentração de gás radioativo na atmosfera

O Centro de Sistemas de Informação e de Computação Gráfica (CSIG) do INESC TEC integra um novo projeto europeu para medir a quantidade de gás rádon na atmosfera, para fins de proteção radiológica, bem como climáticos. Chama-se traceRadon – Radon metrology for use in climate change observation and radiation protection at the environmental level e teve a sua na reunião de kick-off nos dias 9 e 10 de julho

27 julho 2020

O gás rádon, que existe naturalmente no ambiente que nos rodeia é a maior fonte de exposição pública à radioatividade e, por isso, uma ferramenta utilizada pela comunidade científica para estudo de processos ambientais. Este gás radioativo pode ajudar a localizar a fonte de gases de efeito estufa (GEE), através da utilização do método Radon Tracer Method (RTM). No entanto, atualmente, não é possível medir e rastrear concentrações baixas de gás rádon na atmosfera. É aqui que entra o contributo do projeto europeu. O traceRadon tem como objetivo fornecer novas fontes radioativas (abaixo dos 100 Bq/m3), instrumentos de referência adequadamente calibrados e metodologias robustas que possibilitem quantificar a concentração atmosférica de gás rádon. Os dados obtidos vão, portanto, permitir melhorar a avaliação de emissões de GEE e a proteção contra as radiações do público em geral.

Segundo Susana Barbosa, investigadora do INESC TEC, “os dados do projeto vão permitir melhorar a capacidade de estimar os fluxos de gases com efeito de estufa, apoiando o Sistema de Comércio de Emissões da União Europeia e o movimento da Europa em direção a uma economia competitiva de baixo carbono”. Por outro lado, acrescenta, “o traceRadon vai fornecer à Comissão Europeia dados para identificar áreas com necessidades específicas de medidas de proteção contra a radiação, e ainda permitir uma avaliação dinâmica da radioatividade ambiental no espaço Europeu”.

As tecnologias desenvolvidas vão ser disponibilizadas nas redes atuais, quer de monitorização atmosférica, como o Integrated Carbon Observation System (ICOS), quer de monitorização da radioatividade ambiental, como por exemplo, o European Radiological Data Exchange Platform (EURDEP).

A participação do INESC TEC, através do CSIG, foca-se na componente de análise de dados, especificamente na análise de observações e resultados de modelos para o estudo dos efeitos na radioatividade atmosférica de fatores meteorológicos como a humidade do solo e a precipitação. O INESC TEC participa também nas tarefas de avaliação e validação dos mapas de fluxo de gás rádon que vão ser produzidos no projeto.

Além do INESC TEC, o consórcio do projeto é composto por mais 17 parceiros, de dez países diferentes, incluindo Portugal: Physikalisch-Technische Bundesanstalt – PTB (Alemanha), coordenador do projeto, Centralne Laboratorium Ochrony Radiologicznej (Polónia); IDEAS Science Korlátolt Felelősségű Társaság e BFKH (Hungria), Lunds Universitet (Suécia), Oesterreichische Agentur fuer Gesundheit und Ernaehrungssicherheit GmbH (Áustria), Státní ústav jaderné, chemické a biologické ochrany, v.v.i. e CMI (República Checa), Universidad De Cantabria e Universitat Politècnica de Catalunya (Espanha), Université de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines (França), University of Bristol e National Physical Laboratory – NPL (Reino Unido), VINS (Sérvia), IFIN-HH (Roménia), ENEA-INMRI (Itália), JRC – Joint Research Centre – European Commission (Comissão Europeia).

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e o AIR Centre são os dois stakeholders portugueses do projeto.

Este projeto, com duração de 36 meses, vai prolongar-se até 30 de junho de 2023, com um financiamento de 2M€, pela EURAMET – European Association of National Metrology Institutes.

A investigadora do INESC TEC mencionada na notícia tem vínculo ao INESC TEC.