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Artigo

Combinação de competências é o caminho da excelência

O crescimento exponencial que o INESC TEC registou nos últimos anos, integrando agora 12 Unidades de I&D com mais de 600 colaboradores, dos quais 200 doutorados, levantava grandes desafios ao nível da combinação eficiente de expertise neste Laboratório Associado: será que conseguiríamos usar essa diversidade de competências para desenvolver projetos nacionais e europeus multidisciplinares e de valor acrescentado?

02 julho 2012

Projetos multidisciplinares aumentam no INESC TEC

Na sua visita ao INESC TEC em 2008, o Scientific Advisory Board (SAB) aconselhava precisamente estas sinergias como solução para aumentar a eficácia e agilidade da instituição no seu todo. Essa foi a aposta e aí estão os resultados: de três grandes projetos nacionais multidisciplinares em 2009, o INESC TEC passou a ter quatro projetos nacionais e cinco europeus, atualmente a decorrer.

Nesta edição do BIP destacamos alguns destes projetos transversais que combinam competências de diferentes Unidades do INESC TEC. Esta é a prova de que remamos todos na mesma direção. Estamos, portanto, no bom caminho.

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Combinar competências é “forma de arte”

O INESC TEC passou nos últimos anos por uma expansão notável, tendo conseguido criar um estilo incomparável ao combinar competências científicas para abordar problemas concretos, com aplicação direta na sociedade e economia portuguesas. Mas para os membros do SAB, que voltaram ao INESC TEC em janeiro de 2012, o que mais se destacou nos últimos anos foi o facto de as Unidades de Investigação e Desenvolvimento (I&D), terem deixado de ser ‘silos’ para passarem a seguir uma abordagem transversal onde se privilegia a comunicação e o trabalho conjunto.

A natureza mista do INESC TEC combina excelência científica com intervenção nos setores industrial e empresarial, um aspeto que se assume como um fator crítico para a sua competitividade. Estimulando uma colaboração dinâmica e multidisciplinar entre as diferentes unidades I&D, o INESC TEC esforça-se por demonstrar que os objetivos de cada Unidade contribuem para a estratégia da instituição no seu todo.

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De acordo com a última visita do SAB, o INESC TEC conseguiu claramente eliminar os ‘silos’ e, com projetos conjuntos e transversais, tem sido capaz de aumentar a sua taxa de produtividade e a desempenhar um papel cada vez mais relevante na realidade portuguesa, com os projetos a terem uma aplicação concreta na sociedade. De acordo com as conclusões da avaliação do SAB, “combinar todas estas competências é verdadeiramente uma forma de arte”. E prova disso são os projetos que apresentamos neste Destaque.

Da robótica à mobilidade elétrica

Um dos projetos multidisciplinares mais relevantes dos últimos tempos, comprovado pela sua alta mediatização, é o RobVigil, o robô vigilante inteligente que promete revolucionar a área da segurança. Pioneiro no mundo, este robô funciona como suporte à atividade humana de vigilância, podendo assegurar tarefas potencialmente perigosas para o homem. Este trabalho contou com a expertise de três das Unidades nucleares do INESC TEC – Unidades de Robótica e Sistemas Inteligentes (ROBIS), de Telecomunicações e Multimédia (UTM) e de Sistemas de Informação e de Computação Gráfica (USIG) –, e as primeiras unidades experimentais chegam ao mercado ainda este ano.

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Desde a entrada da ROBIS no INESC TEC em 2009, tem-se verificado uma clara aposta na componente de robótica. Mais recentemente, esta área, aliada às telecomunicações e à indústria, deu ainda origem a dois projetos relevantes: o ICARUS (Integrated Components for Assisted Rescue and Unmanned Search operations), na área de segurança marítima, que além da ROBIS conta ainda com a participação da USIG; e o SIIARI (Sistema para o Incremento da Inteligência Artificial em Robótica Industrial), onde a ROBIS se junta à Unidade de Engenharia de Sistemas de Produção (UESP). Com início em 2009, este último projeto pretende aplicar ainda este ano uma célula robotizada que permite que robôs de pintura sejam diretamente programados por um pintor especializado, sem necessário recorrer a um programador.

A mobilidade elétrica é outra das áreas de aposta do INESC TEC. O MOBILES (Mobilidade Elétrica Sustentada) terminou recentemente com bons resultados e afigura-se um futuro de sucesso na prestação de apoio aos utilizadores de veículos elétricos que procuram locais adequados para a troca ou recarregamento de baterias. Este projeto juntou a UTM, a USIG, a Unidade de Optoeletrónica e Sistemas Eletrónicos (UOSE) e a Unidade de Inovação e Transferência de Tecnologia (UITT). Já o REIVE (Redes Elétricas Inteligentes com Veículos Elétricos) une a Unidade de Sistemas de Energia (USE) e a UTM num projeto ambicioso que pretende criar condições para a massificação de veículos elétricos. A intenção é fazer de Portugal líder tecnológico mundial em mobilidade elétrica e redes elétricas inteligentes.

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Um esforço transversal

Música, turismo e conteúdos de nova geração são exemplos de outras áreas em que o INESC TEC tem dado cartas. O Palco 3.0 (Sistema Web Inteligente de Apoio à Gestão de uma Rede Social na Área da Música) juntou a UTM, a USIG, o Laboratório de Inteligência Artificial e Apoio à Decisão (LIAAD) e o Centro de Investigação em Sistemas Computacionais Avançados (CRACS) para fomentar e maximizar a automatização e inovação de vários processos num portal existente, tais como a identificação de conteúdos, classificação automática, pesquisa seletiva, organização, partilha, recomendação e tratamento inteligente de todo o tipo de dados envolvidos (músicas, preferências, textos, fotos, posts, entre outros). Este portal alberga a maior comunidade musical de expressão portuguesa na Web, reunindo milhares de bandas, músicas e utilizadores registados.

O Douro Valley é outro projeto recente que ficou concluído no início este ano e que veio fomentar o papel do INESC TEC na área de promoção do turismo e preservação do património, onde já haviam sido dados os primeiros passos, por exemplo, com o projeto MOSAICA. Desenvolvido conjuntamente pela USIG e pela UTM, o Douro Valley promove o turismo na região do Douro, disponibilizando um vasto conjunto de pontos de interesse e itinerários georreferenciados, assim como textos descritivos dos principais atrativos da região.

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O projeto CNG – Conteúdos de Nova Geração junta novamente as competências da UTM e da USIG e tem como finalidade fornecer conteúdos apelativos e aplicáveis nos domínios da Educação e da Formação Profissional, beneficiando da envolvência do 3D em áudio e vídeo. Trata-se de uma nova forma de vivenciar os conteúdos que permite transmitir aos utilizadores perceções espaciais propícias para diversas áreas do saber mas que, primeiramente, se pretendem explorar nas áreas da matemática/geometria e da música, cujo impacto para uma camada mais jovem é significativo. O projeto deverá ficar concluído ainda este ano e vem no seguimento do El-nautilus, um trabalho entretanto já terminado e que juntou a USIG e a UITT no desenvolvimento de um software de gestão de salas de aula.

Sinergias que se adivinham

Todos estes projetos comprovam a versatilidade, a comunicação e a combinação de competências residentes no INESC TEC. Este caminho das sinergias, que se prevê que continue a alargar, poderá vir a fazer do INESC TEC um instituto cada vez mais completo, que procura pautar-se sempre pela excelência. A junção das competências da UESP às competências da Unidade de Gestão e Engenharia Industrial (UGEI) no âmbito do projeto Shoe-ID, e ao Centro de Investigação em Sistemas Computacionais Embebidos e de Tempo-Real (CISTER), nomeadamente numa proposta para um projeto europeu (PRAGMATICS - PRoActive Green traffic MAnagement and control strategies using Cooperative Systems) submetida em conjunto pelas duas Unidades, deixa antever a possibilidade de mais sinergias para as áreas de engenharia de produção, gestão industrial e sistemas confiáveis.

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Mas são várias as sinergias que se adivinham para o futuro. O trabalho que a UTM tem vindo a desenvolver na área do cancro da mama e que a UESP desenvolve atualmente na área dos transplantes renais, aliado à experiência da UOSE no desenvolvimento de tecnologias de sensores em fibra ótica com potencial elevado para aplicações em medicina e de técnicas de imagiologia ótica de elevada resolução espacial (aplicável no diagnóstico de tecidos biológicos e na reconstrução tridimensional, não invasiva) fazem da área da medicina uma vertente com potencial para exploração em trabalhos.

O mesmo se aplica às competências da UESP e UITT no apoio às Pequenas e Médias Empresas (PME), ou mesmo ao trabalho que a UTM e o HASLab (High Assurance Software Laboratory) têm vindo a desenvolver na área da música. Os notáveis resultados atingidos até agora com projetos transversais existentes, e aqueles que se esperam em colaborações futuras, são prova de que a comunidade INESC TEC começa a aperceber-se do seu potencial como um todo e dos resultados que podem advir da combinação de competências para o trabalho conjunto. Estamos, portanto, a consolidar um percurso marcado pela experiência e, ao mesmo tempo, pela inovação.

 

Créditos fotos:

Foto Destaque 8 - Douro Valley

Destaque - BIP de junho 2012