Cookies
Usamos cookies para melhorar nosso site e a sua experiência. Ao continuar a navegar no site, você aceita a nossa política de cookies. Ver mais
Aceitar Rejeitar
  • Menu
Artigo

STAYAWAY COVID disponível para download

STAYAWAY COVID, a aplicação portuguesa de rastreio digital da COVID-19, já se encontra disponível gratuitamente para telemóveis iOS e Android. Desenvolvida por um consórcio coordenado pelo INESC TEC, a STAYAWYAY COVID foi lançada no dia 01 de setembro, num evento que contou com o Primeiro-Ministro António Costa.  Esta aplicação é um reforço do arsenal dos portugueses no combate à pandemia, para um mais rápido regresso à normalidade.

01 setembro 2020

Está já disponível na Google Play Store e Apple App Store a aplicação STAYAWAY COVID, que tem por objetivo auxiliar o país no rastreio da COVID-19. A aplicação permite, de forma simples, segura e privada, que cada utilizador seja informado sobre exposições de risco à doença através da monitorização de contactos recentes. A aplicação é de utilização voluntária e gratuita e, em nenhum momento, tem acesso à identidade ou dados pessoais do utilizador.

“O sistema STAYAWAY COVID é mais uma ferramenta ao serviço de uma estratégia global de resposta à atual pandemia. Tem como único propósito alertar atempadamente os utilizadores da aplicação sobre contactos, considerados de elevado risco pela Organização Mundial de Saúde, com outros utilizadores a quem foi, entretanto, diagnosticada a COVID-19. Em rigor, mais do que de uma solução digital de rastreio, trata-se de um sistema de notificação da exposição individual a fatores de risco de contágio. Nessa medida, servirá de complemento aos esforços já levados a cabo pelas autoridades de saúde para rastrear e interromper as cadeias de transmissão da doença”, afirma Rui Oliveira, administrador do INESC TEC e professor na Universidade do Minho.

Um radar que alerta para contactos de risco recentes

Uma vez instalada, a aplicação emite identificadores aleatórios utilizando Bluetooth e, como um radar, recolhe os identificadores que são emitidos por telemóveis próximos. Na posse destes identificadores, é simples para a aplicação verificar mais tarde se o utilizador esteve perigosamente próximo de um determinado telemóvel em que a aplicação se encontre ativa e cujo utilizador tenha sido diagnosticado com a COVID-19. Estar perigosamente próximo significa que o contacto ocorreu a menos de 2 metros e durante mais de 15 minutos. Caso lhe seja fornecido e reconheça um dos identificadores emitidos por um telemóvel associado a uma fonte de contágio, a aplicação alertará o utilizador para a ocorrência passada de uma exposição de elevado risco à doença, aconselhando o contacto imediato com a Linha SNS 24.

Interoperabilidade e integração europeia

O sistema STAYAWAY COVID foi concebido e desenvolvido em estreita articulação com vários países europeus e, brevemente, será interoperável com todos os sistemas federados pelo mecanismo central a ser desenvolvido sob coordenação da eHealth Network, a rede da União Europeia que tem como objetivo a melhoria do acesso e da qualidade dos serviços de saúde através da utilização das tecnologias de informação e comunicação.

Primeiro-Ministro no evento de lançamento

A aplicação foi lançada esta terça-feira, 1 de setembro, num evento no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), que contou com a presença do Primeiro-Ministro António Costa; da Ministra da Saúde, Marta Temido; do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor; do Presidente do Conselho de Administração da SPMS, e Luís Goes Pinheiro. José Manuel Mendonça, Presidente do INESC TEC apresentou a aplicação aos presentes.

A STAYAWAY COVID foi desenvolvida pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), e pelas empresas Keyruptive e Ubirider.

O projeto foi promovido pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), no âmbito da Iniciativa Nacional em Competências Digitais e.2030, Portugal INCoDe.2030 e contou com o apoio da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (cedência do alojamento de parte do sistema), do Centro Nacional de Cibersegurança (acompanhamento do desenvolvimento e testes de segurança), a NOS (dispositivos móveis para experimentação e teste) e a Wavecom (equipamento e apoio na experimentação e teste Bluetooth).

Mais informação disponível aqui.

O investigador do INESC TEC mencionado na notícia tem vínculo à UMinho.