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Artigo

Projeto INESC TEC é premiado por revista científica na área de energia

O demonstrador alemão do projeto EU-SysFlex acaba de ser distinguido pela publicação anual científica “The Global Power & Energy Elites 2020” como um dos mais inovadores na categoria “Tecnologia”. O INESC TEC é parceiro do projeto EU-SysFlex através do Centro de Sistemas de Energia (CPES). Os motivos para esta nomeação, de acordo com a publicação, estão associados ao papel do demonstrador na promoção de uma Europa descarbonizada, através da integração das fontes de energia renováveis.

11 dezembro 2019

O demonstrador alemão do projeto EU-SysFlex acaba de ser distinguido pela publicação anual científica “The Global Power & Energy Elites 2020” como um dos mais inovadores na categoria “Tecnologia”. O INESC TEC é parceiro do projeto EU-SysFlex através do Centro de Sistemas de Energia (CPES). Os motivos para esta nomeação, de acordo com a publicação, estão associados ao papel do demonstrador na promoção de uma Europa descarbonizada, através da integração das fontes de energia renováveis.

A publicação anual “The Global Power & Energy Elites”, da Smart Energy International e Clarion Power and Energy Series , distingue, pela sexta vez, líderes e projetos com impacto significativo na revolução energética. O demonstrador alemão, do projeto EU-SysFlex, que beneficia de uma série de tecnologias desenvolvidas pelos investigadores do INESC TEC, marcou a lista dos nomeados.

O anúncio oficial foi feito em Paris, no decorrer da  European Utility Week, onde o trabalho do projeto neste demonstrador foi destacado pela utilização inovadora de fontes de energia renováveis distribuídas a partir das flexibilidades existentes no sistema elétrico para minimizar problemas de congestionamento da rede. O demonstrador alemão é uma das sete áreas de demonstração do EU-SysFlex

Porquê o demonstrador Alemão? A Alemanha tem tido um papel crucial na descarbonização da União Europeia através das fontes de energia renovável. Em 2030 espera-se que as fontes de energia renováveis representem 65% da geração energética. É aqui que entram os desafios técnicos não previstos no sistema elétrico pan-Europeu: mais variabilidade no fornecimento de eletricidade, recursos distribuídos e incerteza.

Quais os desafios? Até então, as fontes convencionais de energia assumiram a maior quota de participação no sistema elétrico  e as de energia renovável apenas poderiam ser cortadas como uma medida de emergência, normalmente de curto prazo, para evitar congestionamentos em tempo real. Soma-se ainda o facto destas fontes de energia “verde” não fazerem parte dos processos de gestão dos congestionamentos, que a nova legislação alemã prevê mitigar através  de novos processos na integração de fontes de energia renovável, no processo de despacho.

Qual a solução procurada? Torna-se, portanto, necessário aumentar a flexibilidade do sistema elétrico no sentido de gerir a sua complexidade. Uma das alternativas consiste em utilizar mecanismos avançados de coordenação entre os operadores de sistemas de distribuição (DSOs) e operadores de sistemas de transmissão (TSOs). Para tal, o demonstrador alemão está a desenvolver ferramentas que permitem e aprimoram o centro de controlo da rede e permitem aos TSOs a mobilização de ativos ligados à rede de distribuição para o fornecimento de serviços auxiliares de suporte ao sistema elétrico. Através da estimação da flexibilidade real, por parte dos operadores da rede, será possível otimizar o sistema elétrico e integrar mais fontes de energia renováveis.

Desde 2017, ano em que o projeto foi iniciado, os parceiros envolvidos já desencadearam alguns avanços neste demonstrador. Através da partilha de sinergias entre os líderes do demonstrador Innogy e Mitnetz, e o INESC TEC, a Fraunhofer IEE, a Universidade de Kasse, foram descritos os processos-alvo na gestão do congestionamentos e controlo de tensão, assim como também foi definida qual a troca de informações necessária entre os TSOs e os dados da plataforma do demonstrador alemão. Além do mais, também já foi definida a estratégia para a implementação da plataforma do demonstrador em termos de infraestrutura do centro da rede de controlo e um plano de implementação da mesma.

 

Todos estes desafios legais e técnicos, vão ser atendidos pelo projeto EU-SysFlex, até 2021, data de término do projeto.

Bernardo Silva, João Vieira Silva e o Fábio Retorta são os investigadores do INESC TEC (CPES) envolvidos nos desenvolvimentos do demonstrador alemão deste projeto.

Mais informações sobre o projeto podem ser encontradas em: https://eu-sysflex.com/. Mais informação sobre a publicação “The Global Power & Energy Elites of 2020” aqui: https://www.global-energy-elites.com/

Este projeto contou com o financiamento de cerca de 20 milhões de euros ao abrigo do programa de investigação e desenvolvimento da União Europeia Horizonte 2020 com o acordo número 773505.

O investigadores mencionados na notícia tem vínculo ao INESC TEC e à UP-FEUP.