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Artigo

Projeto CoronaSurveys já tem aplicação móvel disponível

O projeto CoronaSurveys, que conta com a participação de Carlos Baquero, investigador do Laboratório de Software Confiável (HASLab) do INESC TEC e professor da UMinho, tem disponível uma aplicação móvel para Android e iOS e está já a decorrer em 150 países diferentes.

28 julho 2020

Este estudo pretende acompanhar qualquer aumento no número de casos de contágio pela COVID-19, de forma a prevenir surtos graves ou um retrocesso que possa implicar um novo confinamento.

Para isso, a equipa de investigadores disponibiliza um inquérito online, que já está disponível em 60 idiomas diferentes, acessível por qualquer pessoa através do computador ou da aplicação móvel.

Numa fase inicial do inquérito, foram colocadas três perguntas aos entrevistados, nomeadamente, qual a área geográfica; qual o número de pessoas conhecidas em determinada área geográfica e quantas pessoas nessa área geográfica apresentam sintomas da COVID-19, ou poderão ter tido contacto com a doença? Na versão mais recente do inquérito, foi incluída uma questão relacionada com os casos recentes, com o objetivo de identificar possíveis surtos. “Nesta versão foi criado um novo estimador de casos ativos em fase de transmissão, que permite acompanhar a evolução da pandemia em vários países e calcular um mapa de risco mundial”, afirma Carlos Baquero.

Evolução da pandemia em vários países de casos activos em fase de transmissão

Com base nas respostas obtidas, os dados são tratados e processados para eliminar respostas com valores discrepantes, usando técnicas estatísticas. Os mesmos são atualizados diariamente e podem ser vistos aqui. Recentemente o projeto passou a disponibilizar estimativas do número de casos ativos em fase de transmissão, identificando também a proporção expectável de casos não detetados (com base nos rácios de mortalidade observados). É também disponibilizado um mapa mundial que apresenta, com bases nestes valores, o risco de transmissão atual.

De referir ainda que a investigação levada a cabo no projeto CoronaSurveys é totalmente anónima e não é solicitada nenhuma informação que possa levar à identificação dos participantes ou dos pacientes. Mais ainda, o maior desafio do projeto “é  a publicitação do projeto para a recolha de informação nos vários países. A equipa espera que o mapa de risco venha a ajudar nesta recolha de dados”, admite o investigador.

A equipa é liderada pelo investigador Antonio Fernandez Anta do IMDEA Networks, um instituto espanhol que faz investigação em redes de dados. Em Portugal, além de Carlos Baquero, participa no estudo Raquel Menezes, também docente da UMinho.

O investigador do INESC TEC mencionado na notícia tem vínculo à UMinho.