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Artigo

INESC TEC reuniu especialistas para debater o futuro do agro-alimentar e floresta

“A (r)evolução digital no agro-alimentar e floresta” foi o tema que juntou perto de 200 participantes e vários de especialistas no dia 12 de novembro, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, para a 5ª edição do Fórum de Outono, um evento com organização INESC TEC, em parceria com o INIAV– Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária.

29 novembro 2019

A (r)evolução digital no agro-alimentar e floresta” foi o tema que juntou perto de 200 participantes e vários de especialistas no dia 12 de novembro, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, para a 5ª edição do Fórum de Outono, um evento com organização INESC TEC, em parceria com o INIAV– Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária.

Tendo como contexto as preocupações com a sustentabilidade, as alterações climáticas e a competitividade do setor agrícola e florestal, o INESC TEC reuniu os contributos de peritos e responsáveis pela formulação de políticas, para promover o debate e avançar ideias capazes de dar resposta aos desafios que se colocam aos setores do agro-alimentar e da floresta. Para isso, preparou um programa composto por intervenções de oradores convidados e dois painéis subordinados aos temas «O impacto da tecnologia» e «A proposta tecnológica».

Durante a sessão, George Beers, engenheiro de horticultura e investigador na Wageningen University & Research (Holanda), enunciou vários exemplos de inovação e transferência de tecnologia para o setor agro-alimentar, assim como modelos de negócio com provas dadas de sucesso.  Já Luís Mira da Silva, professor do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, fez uma síntese dos principais desafios que se colocam ao setor a nível mundial, elencou as principais tecnologias emergentes com impacto nesta indústria e analisou as especificidades portuguesas.

De destacar a intervenção da ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, que sublinhou a importância da investigação para o desenvolvimento do setor e adiantou que a agricultura nacional «não ficou à espera e já embarcou nesta viagem que é a digitalização». No mesmo sentido, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, salientou a importância da tecnologia para o desenvolvimento do agroalimentar e floresta, dando como exemplo os sistemas de observação. Manuel Heitor realçou ainda como o INESC TEC, pela sua relação com o Norte de África e o Brasil em vários projetos, pode dar uma vantagem comparativa a Portugal num universo global.

O espaço para o debate nasceu, principalmente, dos dois painéis de discussão. O primeiro, intitulado «O impacto da tecnologia» e com moderação de João Ribeiro Lima do INIAV, contou com o Keynote speech de João Coimbra, da Quinta da Cholda, e a participação de João Ribeiro Lima, do INIAV, Rosa Amador, da ADVID – Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense, Carmo Martins da COTHN, Nuno Calado, da ForestWISE/Sonae Arauco e Vasco Cortes Martins, da Elaia. Já o segundo, orientado para «A proposta tecnológica», com a moderação de André Sá do INESC TEC, incluiu o keynote speech de José Rafael Marques da Silva, da AgroInsider, e a participação de Ricardo Teixeira, da Herculano, Miguel Ferreira, da CUTPLANT SOLUTIONS/VICORT, Francisco Manso, da Trigger Systems e Paulo Damião, da Tomix.

A necessidade de estruturar o setor em organizações, para que os pequenos produtores tenham acesso a tecnologia, e de promover uma maior integração entre a tecnologia produzida e a realidade das explorações agrícolas foram algumas das conclusões retiradas do encontro e enumeradas por Isabel Martins, diretora editorial da revista Vida Rural, que assim como a RTP e o jornal Publico, foi media partner do evento.

A sessão terminou com a assinatura de dois protocolos colaboração. O primeiro, entre o INESC TEC, o Instituto Superior de Agronomia e a INOVISA, tem em vista ações de Investigação e Inovação (I&I) no âmbito do processo de digitalização da agricultura/floresta/ambiente. O segundo associa o INESC TEC e o GreenUPorto – Centro de Investigação em Produção Agroalimentar Sustentável, para promover iniciativas centradas na Agricultura de Precisão Inteligente, incluindo os temas da Produção Agroalimentar Sustentável e Bioeconomia, e com especial enfoque nas Culturas Protegidas de Precisão Inteligentes.

Mais do que um momento de análise alargada sobre o presente e o futuro do setor agroflorestal, o Fórum do Outono de 2019 serviu mais uma vez o propósito de cimentar as relações de cooperação entre as instituições envolvidas na organização, designadamente o INESC TEC e o INIAV, mas também de potenciar sinergias entre os participantes. Essa opinião foi manifestada por Nuria Rodriguez, da Fundación Empresa-Universidad Gallega (FEUGA), que viu no evento uma oportunidade de «estabelecer vínculos e colaboração com outras regiões europeias e em particular com Portugal» e de «explorar as tendências, ao nível institucional, político e de investigação, para a área do agroflorestal».

Clique aqui para o vídeo com resumo do Fórum de Outono.

O Fórum de Outono regressa em 2020 com o debate em torno de temas de grande interesse para o País, em particular aqueles que são fortemente influenciados pela ciência e tecnologia.