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Artigo

INESC TEC participa na definição de estratégias de climatização inteligentes para fábricas

O INESC TEC, em conjunto com o INEGI e a P2E, está a ajudar uma das fábricas do IKEA, em Portugal, a definir estratégias inteligentes de controlo dos sistemas de climatização e ventilação para o edifício. Os objetivos? Ajudar a fábrica a melhorar a eficiência energética de diferentes sistemas e processos, tais como os sistemas de extração de poeiras ou gases, o aproveitamento de recursos renováveis, e ao mesmo tempo, a atingir níveis de conforto e qualidade de ar interior superiores aos atualmente verificados.

11 setembro 2020

O projeto, denominado SmartClima, começou no início de 2020. Até ao início de 2021 está prevista a entrega de um conjunto de recomendações, um plano de eficiência energética, e um projeto de engenharia para as unidades industriais de Paços de Ferreira. Para além das questões relacionadas com a climatização e com a ventilação, serão também apresentadas soluções relativas à produção de energia fotovoltaica, que incluem o aproveitamento local e eventualmente a utilização de outras tecnologias associadas aos sistemas que o IKEA dispõe, como, por exemplo, as de conversão eletrónica. Só com base nessas recomendações se poderá depois trabalhar num projeto cujo objetivo passe pela modernização da fábrica.

Foram necessárias várias atividades de campo e de estudo técnico, numa primeira fase, para se produzir um diagnóstico detalhado à fábrica, de modo a perceber as características técnicas, tecnológicas e operacionais dos diferentes sistemas. Um desses sistemas é o de ventilação para o qual se identificaram as diferente localizações, a forma como as diferentes unidades fazem extração e circulação de ar, mas, sobretudo, foi estudada a existência de fenómenos específicos, tais como a variação de pressão em determinados espaços.

O papel do INESC TEC, que é representado neste projeto pelo Centro de Sistemas de Energia (CPES), insere-se, sobretudo, na componente elétrica. Neste momento, o INESC TEC está a desenvolver uma série de análises, nomeadamente aos perfis de consumo e aos tarifários.

“Apesar de o projeto só concluir no início de 2021, até ao momento já foram detetadas uma série de melhorias que, quer por alteração técnica – alteração dos mecanismos de ventilação –, quer por alterações operacionais – como uma revisão a turnos – com a utilização coordenada de algumas máquinas, permitem aumentar a eficiência energética da instalação industrial e o aproveitamento de geração renovável local”, explica David Rua, investigador do CPES e responsável pela área de gestão de energia.

Estas iniciativas, que englobam a possibilidade de integração de recursos energéticos renováveis no tecido fabril, tem um grande impacto em termos ambientais e são um passo futuro na redução da pegada carbónica do setor industrial. O benefício para as próprias fábricas é, também, muito grande, não só pelo potencial de poupança económica na sua operação, mas também porque, ao investirem em soluções e estratégias de operação eficientes do ponto de vista energético, poderão analisar e prever como é feito o uso de energia nas próprias infraestruturas. Poderão tirar partido das próprias tecnologias de produção limpa, com o fotovoltaico como meio preferencial a utilizar neste contexto, e atingir as metas de redução de impacto carbónico impostas pela própria Comissão Europeia para os Estados-Membros.

Fazem parte da equipa que está a desenvolver este estudo os investigadores do CPES David Rua, Leonel Oliveira e Ricardo Bessa.

Os investigadores do INESC TEC mencionados nesta notícia têm vínculo ao INESC TEC.