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Artigo

Conferência da EDA promove debate sobre o impacto das tecnologias disruptivas na Defesa

Alípio Jorge participou em conferência de alto-nível organizada pela Agência Europeia para a Defesa (EDA).

30 abril 2021

O coordenador da Estratégia Nacional para Inteligência Artificial, Alípio Jorge, que é também coordenador do Laboratório de Inteligência Artificial e Apoio à Decisão (LIAAD) do INESC TEC, e diretor do Departamento de Ciências de Computadores, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (UP-FCUP), participou como orador no painel “Artificial Intelligence”, numa conferência de alto-nível organizada pela Agência Europeia para a Defesa (EDA) que decorreu a 20 de abril.

No evento, dedicado ao impacto das tecnologias disruptivas na Defesa, participaram o Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, e o diretor executivo da EDA, Jiří Šedivý. A conferência contou ainda com a participação de outros especialistas, representantes da Defesa dos estados membros da UE, da NATO e de instituições europeias. Estiveram em discussão tecnologias emergentes como a inteligência artificial, Big Data, computação quântica, robótica, sistemas autónomos e biotecnologia.

Segundo Alípio Jorge, “o encontro promoveu o debate sobre as novas tecnologias no âmbito da Defesa europeia, e o seu respetivo impacto, bem como sobre os riscos para os cidadãos. Tendo em conta que a Defesa está a revolucionar-se no mundo, o objetivo deste encontro foi posicionar a Europa, através de uma visão humanista e centrada na ética, nessa revolução, contribuindo para a convergência das estratégias tecnológicas europeias”.

Sobre tecnologias disruptivas emergentes, baseadas em Inteligência Artificial, e que podem vir a ser usadas na Segurança, Defesa e Espaço europeus, o investigador salienta “os desafios na relação entre o humano e os sistemas autónomos, e a importância de manter o humano no loop, numa posição de controlo”, referindo, ainda, que “relativamente à Defesa, existe uma complexa discussão sobre armas autónomas letais e as suas implicações, pelo que as equipas humano-máquina deverão ser um tópico relevante”.

Segundo o mesmo, “os sistemas de IA terão de ser capazes de utilizar conhecimento mais abrangente, de explicar as suas decisões e de modelar o ambiente que os rodeia, sendo que a sua capacidade reativa e de aprendizagem poderão ajudar na vigilância dos oceanos, na prevenção de ciberataques ou de desinformação, de forma autónoma e adaptativa”.

A conferência da EDA vem ao encontro de um objetivo recente da Europa: a autonomia estratégica, em particular aplicada à Defesa. Apesar de ser um conceito com alguns riscos potenciais, a sua implementação adequada pode ser crucial para desenvolver a capacidade de criar, utilizar e manter tecnologia na Europa.

O investigador INESC TEC mencionado na notícia tem vínculo à UP-FCUP.